Raiz de dois

Setembro 18, 2009

Ando à espera de qualquer coisa menos racional
Medir menos os riscos e seguir mais os instintos
Agir apenas pela sensação do que é certo
Cometer um erro mesmo sabendo o que é errado.

Sem preocupações, sem ressentimentos
Declarar um novo começo:
“A partir de hoje, nada importa tanto que mereça
Chances calculadas, dores de cabeça”.

Eliminar toda ação que faça sentido,
Viver do que não possui lógica.
Incoerentemente depender do supérfluo.

Pular nu no mar, andar nu na rua
Deitar nu durante horas
Amar descontroladamente, no mar, na rua
Ver o sol nascer. Nu.

Só sabendo chorar, cantar, sorrir,
Perdido dentro dos seus olhos ver o mundo cair.
Eternamente pedindo ao universo pra esperar mais um pouco,
Minuciosamente lambendo cada curva do seu corpo.